Uma pesquisa recente do IBGE, revela uma tendência que vem crescendo entre os jovens brasileiros: deixar a casa dos pais cada vez mais tarde. De acordo com o levantamento, os jovens de idade entre 25 e 34 anos têm optado em permanecer na casa dos pais por mais tempo.

 

Essa tendência já é observada nos últimos 15 anos e tem como principal motivo a mudança cultural no modelo educacional. Os pais preferem manter os filhos em casa, para que se dediquem melhor na escola e faculdade e assim alcancem melhores posições no mercado de trabalho.

 

Como estratégia tem até alguma lógica, contudo isso faz com que o jovem não esteja pronto e independente quando conclui a faculdade, como consequência, também não está pronto para o mercado de trabalho, que exige alguma experiência de seus profissionais mais novatos. O efeito dessa estratégia é que os jovens não encontram empregos que permitam manter minimamente seu estilo de vida e assim eles acabam se mantendo na infraestrutura proporcionada pelos pais.

 

Talvez os pais ainda não se deram conta que a expectativa de vida aumentou e todo recurso que está “gastando” para manter os filhos em infraestruturas confortáveis, irá faltar quando atingirem a idade avançada, mas essa é uma reflexão que os pais somente farão no futuro, pois agora eles ainda gozam de saúde e força de trabalho para manterem o próprio padrão de vida e de seus filhos.

 

Creio que essa realidade traz resultados negativos para o jovem, pois esse adiamento não torna sua vida mais fácil quando ele precisa enfrentar a realidade sozinho.

 

Quando ele é desafiado de forma mais intensa e contundente, não está preparado. Grande parte das vezes paralisa e espera que alguém o ajude. Nesse momento ele percebe que não sabe lidar com frustrações. Ao não aprender a lidar com as renúncias e perdas, acaba não desenvolvendo todo seu potencial.

 

O jovem deveria se motivar a buscar sua autonomia financeira seriamente, entrando no mercado de trabalho como o profissional que quer deixar sua marca.

Não dá pra ficar na utopia de só arrumar um emprego se for “um trabalho que goste”. Não dá pra trocar de emprego só porque recebeu uma bronca do chefe, ou porque não tem horários flexíveis e livres. Não dá pra ficar trocando de emprego só porque já “cansou”.

 

Essas reivindicações só funcionam para quem não precisa sustentar a própria vida, ou seja, para quem não precisa se preocupar com casa, comida e roupa lavada.

 

Para alcançar a independência o jovem deve desenvolver a resiliência para aceitar o cenário como está e usar seu talento para alterar o cenário com inovações que atendam suas expectativas no futuro.

 

Ficar na casa dos pais só ajuda o jovem a ficar mais frágil para a vida.

 

Quer ter uma ideia do que acontece com o jovem que fica muito tempo na casa dos pais? Veja esse ótimo vídeo que o pessoal do Portas dos Fundos preparou:

 

Orioli
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